A TRADIÇÃO E A TRAIÇÃO: A “ALMA IMORAL” SOB UM OLHAR PSICANALÍTICO
Palavras-chave:
Desejo, Psicanálise, Traição, Tradição, Alma ImoralSinopse
Nilton Bonder publicou em 1998 sua obra intitulada "A Alma Imoral", que também deu origem à peça homônima apresentada pela atriz e dramaturga Clarice Niskier, além do documentário disponível no canal do Youtube. Essa obra baseia-se naquilo que o autor chamou de "psicologia evolucionista", a qual aponta o corpo como algo moral, que tem por objetivo preservar a vida e a alma como imoral, pois seu desejo é romper com as tradições e transcender. O foco central aqui é o desejo e a maneira como o ser humano irá se comportar diante dele. Nem sempre o desejo está de acordo com os dogmas impostos pela tradição e surge aí um dilema: realizar o desejo e trair os acordos contrários a ele ou ser fiel aos acordos firmados e trair o próprio desejo? Escolher não trair é optar pela fidelidade e tentar ignorar outros supostos objetos de desejo, como nos foi possível reconhecer neste estudo, pois os desejos são incontroláveis no sentir, mas no fazer não. Tendo como base a obra de Bonder e ancorado em obras clássicas da psicanálise, esse trabalho objetivou o desnudar do sujeito e da sua alma (i)moral, revelando e expondo aquilo que a psicanálise chama de desejo. Concluímos que o desejo se encontra nas bases da traição e da tradição e é o olhar que difere o moral do imoral e, no fim, percebemos que “a traição é inevitável".
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